No atual cenário de desafios significativos no que tange à nutrição e alimentação da população global, a FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) salienta a necessidade de uma renovação substancial nos princípios que norteiam o nosso sistema alimentar. Durante o ano de 2020, a grave constatação foi que cerca de 800 milhões de pessoas experienciaram condições de fome, uma situação que se agrava ainda mais quando consideramos a insuficiente qualidade nutricional da dieta de mais de 3 bilhões de indivíduos no mundo.
Na busca por soluções, surge uma pergunta imperativa: como podemos alimentar de maneira sustentável a projeção de 8 bilhões de habitantes que vão coabitar a Terra até 2030? Esta interrogação foi um eco nas apresentações de várias nações, demonstrando uma preocupação conjunta e a necessidade urgente de estratégias colaborativas e inovadoras para atingir essa meta monumental.
Está claro que uma reavaliação meticulosa e uma subsequente reformulação do sistema alimentar global são essenciais. O futuro passa, inquestionavelmente, por uma alteração profunda nos modelos tradicionais de agropecuária, que agora devem se basear na sustentabilidade. Deve-se também incentivar inovações que facilitam a produção de alimentos em regiões com escassez de recursos hídricos ou solos não férteis, além de buscar soluções para a grande questão do desperdício de alimentos.
Um foco particular deve ser atribuído à promoção da produção de alimentos com alta densidade nutricional, como a espirulina, entre outros. Este movimento não apenas aborda a questão da fome, mas também visa garantir que a nutrição adequada seja uma realidade acessível para todos.
Apesar das diferenças regionais e desafios únicos, este chamado para reformar o sistema alimentar é um eco global. Como sublinhamos no relatório de ontem, há uma interdependência clara entre as nações. A cooperação emerge, assim, como um termo central quando se trata de enfrentar desafios globais desta magnitude, como é o caso da luta contra a fome.
Desta forma, está nas mãos da comunidade global unir forças e conhecimentos para criar um futuro onde a fome e a má nutrição sejam problemas do passado. Ao repensar e remodelar o nosso sistema alimentar, podemos não apenas alimentar o mundo, mas nutri-lo de forma sustentável e justa, promovendo uma existência mais saudável e próspera para todos.